Domingo, 25 de Novembro de 2007
... de novo o Côa
Tal como já foi escrito pelo Gustavo é uma vergonha a forma como têm sido tratados o Parque Arqueológico do Côa (e tudo o que este envolve) e as pessoas que nele trabalham afincadamente por vezes em e com condições indignas para qualquer intervenção e trabalho/estudo de arqueológico. Falamos concretamente do Côa não por uma discriminação dos restantes profissionais da arqueologia, mas sim para tentar perceber e dar a entender o quão mau é o estado sócio-profissional da Arqueologia em Portugal, senão vejamos: se um sitio que é património da humanidade - a bacia do rio Côa e as suas gravuras que datam desde o Paleolítico Superior até à contemporaneidade - é ignorado e até certo ponto destruído e denegrido pelo poder central do país, que se poderá esperar da realidade do restante mundo arqueológico nacional... nada de bom temo!
Agora em tom menos catastrófico, tive o privilégio de ir ver o painel gravado com figuração do Paleolítico Superior do Fariseu no Côa, rocha esta que esta por norma submersa e que se encontra de momento à superfície devidos aos trabalhos de escavação e criação de uma replica da mesma que estão a ser levados a cabo durante o presente mês de Novembro (para tal está, imagine-se o ridículo, a pagar diariamente o parque arqueológico do Côa à EDP para que esta mantenha a cota do leito do rio cerca 3 metros abaixo do "normal" criado pela albufeira de uma das suas barragens - se bem me recordo a EDP foi criada com fundos públicos... enfim!) , e do qual deixo aqui uma foto parcial...
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3 comentários:
Mas a EDP é uma empresa privada :P
eu sei que a EDP é privada, mas foi erguida com dinheiro publico e goza de uma posição de monopólio do mercado da energia, que para além de imoral, só é possível precisamente pela sua relação com o poder politico...
e até os privados têm de estar em conformidade com a lei... senão seria o caos (ou serão os rios pertença da EDP?)
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