Quarta-feira, 21 de Novembro de 2007

(Des)Construir... Passados... Subjectividades

O Passado cria-se e recria-se consoante as visões do(s) leitor(es)... Contudo a Arqueologia não é só um acto de desmistificação de conteúdos, análises de solos, uma colagem de fragmentos do ínfimo minuto perdido, após séculos volvidos... Na prática o conhecimento da Arqueologia e, o ser-se Arqueólogo, caracteriza-se pelo estudo do passado humano através dos vestígios materiais e imateriais...
Nestes dois campos de materialidade e da ideia/teoria, deparámo-nos com dois momentos distintos do pensamento arqueológico... o objectivo, isto é, a peça em si, o artefacto pelo artefacto... e o "subjectivo"... a pessoa que concebeu o objecto para uma determinada finalidade...
Centremo-nos no campo do "Subjectividade"... Efectivamente, na actualidade, a comunidade arqueológica tem vindo paulatinamente a caminhar para a criação de um pessimismo progressivo acerca da (re)construção das antigas sociedades, centrando os seus fundamentos no facto de o Passado trazido para o Presente, ser observado e interpretado aos olhos do Presente... Resumindo todas as interpretações dadas pelos arqueólogos como tendo forte componente de subjectividade...
Mas será que na prática, em Arqueologia, não poderemos tocar na verdade das gentes de Outrora, no seu modus vivendi???
Não procurando uma Arqueologia dogmática, fechada sobre si própria, poderei afirmar que sim... embora se concentre em verdades aproximativas, creio que o pensamento arqueólogico possa em determinadas circunstâncias tocar a verdade absoluta acerca das pequenas fracções do Passado que trazemos novamente à luz do dia... e progressivamente o tem vindo a fazer...
Deste modo, considero que é possivel atenuar a subjectividade do pensamento moderno sobre a Arqueologia...

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