Domingo, 25 de Novembro de 2007

Subjectividade e "verdade aproximativa"... Dissecação de Contextos em busca de fundos de verdade...

Entendendo a subjectividade como a formulação de um juízo de valor ou de uma hipótese acerca de um determinado acontecimento ou objecto, cuja atribuição parte una e exclusivamente da distância vincada entre dois pontos, não havendo qulaquer tipo de análise fundada entre eles...
Quando analisamos o Passado por intermédio do Presente, sem nos libertarmos de todos os conteúdos ou influências do quotidiano, ou mesmo, deixando perfeitamente clarificado que a análise que realizamos face a determinadas acções promovidas no tempo, se encontram fortemente enraizadas nas acções que hoje realizamos sem identificarmos quais são os efeitos de causalidade e de consequência, que nos levaram a imprimir as nossas acções no subsolo...
Colocando tudo isto numa "perspectiva matemática", afim de aclarar o conceito:

A=B
Mas porque é que A é igual a B e não A igual a C ou vice-versa?

A subjectividade não nos responde neste campo, atendendo que visa apenas a formulação de um juízo/hipótese acerca de algo que na prática desconhecemos... Talvez por pensarmos de uma forma demasiado distante... mecânico-moderna... Talvez porque em muitas circunstâncias nos distanciamos de tal modo, que nós próprios nos perdemos do fio condutor da nossa hipótese/juízo que acabamos por nos abdicarmos dele de forma tão simplista, chegando sempre à conclusão que todo o passado é subjectivo por caracteriza-se por acções individuais num espaço conjunto...
No que concerne, "as verdades aproximativas" (termo oriundo da Sociologia), estas caracterizam-se inicialmente por hipóteses/juízos, à semelhança do subjectivismo, contudo alimentam-se, crescem progressivamente, afim de tomarem maturidade...
São estruturadas de forma fundada em relação aos dados materiais, questionadas em termos de relação e significados... com o objectivo de se tornarem partilhadas no seio de um grupo que as apropria e as aprofunda, procurando validade nos pressupostos formulados inicialmente e, mesmo, garantir uma certa veracidade acerca do que estudamos, o Passado, de forma Presente...
Embora não se atinja uma "verdade absoluta", sabe-se que tocamos ligeiramente na sua silhueta, ou mesmo que descortinamos um pouco do seu véu...
Deste modo, creio que existam subtis diferenças entre os conceitos, capazes de gerarem abismos no que compreende a (Des)construção do Passado...

2 comentários:

Gustavo Santos disse...

É claro que é bem possível tocar-se na sombra de uma verdade absoluta, de uma realidade que por mais distante nos mostre um pouco do que está por trás do véu. Porque se por outro lado as teorias, os estudos, as análises arqueológicas sobre o passado fossem apenas meras subjectividades baseadas nos conceitos que possuímos no Presente, então toda a Arqueologia seria obsoleta.

Mauro disse...

Picar-te funciona muitíssimo bem... desta estou esclarecido e convencido com as "verdades aproximativas".