Quinta-feira, 13 de Dezembro de 2007

Qual a reacção do tecido social a este modo de pensar...!? (prespectiva)

Qual a reacção do tecido social a este modo de pensar...?

(em resposta a um desafio do Arks: “...estará este espaço a morrer?”)

Em dialogo com o Arks, acerca do estado do nosso blogue, dos seus conteúdos e sobretudo da posição de cada um dos colaboradores perante o mesmo, perante a arqueologia e a posição desta e dos nossos membros no tecido social (a sociedade nacional e global), referi que por vezes hesitamos ou até mesmo somos capazes de nos privar de colaborar activamente neste espaço - segundo as crenças, experiências e modo de pensar pessoais - pois estamos a incorrer no risco de comprometer-mo-nos [a ficar vinculados a determinado conceito ou forma] perante o tecido social [afinal de contas um blogue como este é de acesso global].

Ou seja, por muito que não o queiramos e que com tal modo de pensar não estejamos de acordo, isto é, que acreditemos vivamente, tal como eu próprio acredito, que o conhecimento e modo de pensar determinado assunto não devem ser algo de vinculativo a médio – longo prazo, pois estes são passíveis de sofrer alterações, mais ou menos radicais, e no que à arqueologia diz respeito este pressuposto de mudança é a meu ver ainda natural, de salutar mesmo, pois como área cientifica do conhecimento que é, a arqueologia deve estar em constante questionamento, provocado por novos dados, técnicas e teses acerca dos seus principais objectos de estudo que são o estudo do passado e das sociedades humanas.

Quais serão então as reacções a este espaço e ao(s) pensamento(s) que aqui têm sido expostos?

Julgo que devem ser as mais variadas, ou pelo menos assim desejo que seja, embora julgo que há um reacção que deve estar a tomar dianteira em relação às demais, a de que este espaço é local de teorização e discussão de carácter filosófica e semântica acerca da e do estudo que é a Arqueologia (e afirmo a generalização deste modo de reagir por conversar tidas por mim com os membros deste espaço e com colegas que me abordaram ao saberem da minha colaboração), no entanto devo referir que esta é quanto a mim uma forma redutora de encarar este espaço e os seus conteúdos até à data, e é sobretudo um modo redutor de conceber todo o conhecimento, pois tal como já escrevi num texto anterior, julgo não fazer sentido nos dias de hoje a dicotomia teoria-pratica, pois ambas são inexistentes se não em relação intima com a outra.

O comprometimento é então, ou deveria ser uma falsa questão, não deveriam existir “entraves” ao livre expor de pensamentos e conteúdos neste espaço, julgo que os meus colegas entendem isso [ou espero que o entendam] e que a discussão irá estar sempre presente e será uma constante (em crescente) deste blogue.... Pelo que afirmo com convicção: este espaço esta bem vivo (se bem que por momentos retraindo pelo frio!)

Afinal de contas esta na hora de se dar um pontapé no marasmo, e nós como a geração futura temos o dever de ser os principais impulsionadores do movimento de quebra dos dogmas (arqueológicos e sociais) actualmente instituídos...

Mauro Correia

10/13 de Dezembro de 2007

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