Domingo, 23 de Dezembro de 2007

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Desejo a todos os Colaboradores e Leitores deste recém criado Blogue Boas Festas e um Próspero Ano.

Sábado, 22 de Dezembro de 2007

Teoria e Intelecto

"We should take care not to make the intellect our god; it has, of course, powerful muscles, but no personality."
Albert Einstein

Teorias e Arqueologia à parte!

Queria desejar a todos os leitores deste blog umas boas festas, com muito Bolo Rei e Rabanadas.

Sexta-feira, 21 de Dezembro de 2007

Definição...

"A definição (o conceito) é sempre limitação - o «fixo» e o «imutavél» são apenas termos que exprimem uma paragem de crescimento."
por: Kakuzo Okakura

Presente

"O Presente é a Infinitude que se move, a esfera legítima do Relativo."
por: Kakuzo Okakura

Quinta-feira, 20 de Dezembro de 2007

Acerca do Conhecimento...

«Não existem factos, apenas interpretações» (F. Nietzsche)

Teoria VS Prática

Os dados obtidos através da observação empírica, devem ser, antes de mais, identificados. A identificação é um processo que exige conhecimentos anteriores, mas não uma teoria. A partir dos dados deduzimos factos. Os dados estão aí, no presente. Os factos não são observáveis, porque ocorreram no passado. O processo científico que consiste em deduzir os factos apartir dos dados é um processo de inferência, que exige raciocínio, mas não uma teoria. Esta entra em cena apenas quando pretendemos explicar os factos. (Jorge de Alarcão)

Quinta-feira, 13 de Dezembro de 2007

Qual a reacção do tecido social a este modo de pensar...?! (desafio)

Qual a reacção do tecido social a este modo de pensar...?

No seguimento do meu texto anterior, e ainda no âmbito do desafio do Arks, gostaria de deixar aqui o repto aos colaboradores e potenciais leitores deste espaço (de todas as entradas ou de alguma apenas) a comentarem, sugerirem, participarem activamente na discussão dos conteúdos deste blogue... ou pura e simplesmente a reagirem/opinarem (a dinâmica urge! e interacção é fundamental!).

Os melhores cumprimentos a todos os "escavadores"

Qual a reacção do tecido social a este modo de pensar...!? (prespectiva)

Qual a reacção do tecido social a este modo de pensar...?

(em resposta a um desafio do Arks: “...estará este espaço a morrer?”)

Em dialogo com o Arks, acerca do estado do nosso blogue, dos seus conteúdos e sobretudo da posição de cada um dos colaboradores perante o mesmo, perante a arqueologia e a posição desta e dos nossos membros no tecido social (a sociedade nacional e global), referi que por vezes hesitamos ou até mesmo somos capazes de nos privar de colaborar activamente neste espaço - segundo as crenças, experiências e modo de pensar pessoais - pois estamos a incorrer no risco de comprometer-mo-nos [a ficar vinculados a determinado conceito ou forma] perante o tecido social [afinal de contas um blogue como este é de acesso global].

Ou seja, por muito que não o queiramos e que com tal modo de pensar não estejamos de acordo, isto é, que acreditemos vivamente, tal como eu próprio acredito, que o conhecimento e modo de pensar determinado assunto não devem ser algo de vinculativo a médio – longo prazo, pois estes são passíveis de sofrer alterações, mais ou menos radicais, e no que à arqueologia diz respeito este pressuposto de mudança é a meu ver ainda natural, de salutar mesmo, pois como área cientifica do conhecimento que é, a arqueologia deve estar em constante questionamento, provocado por novos dados, técnicas e teses acerca dos seus principais objectos de estudo que são o estudo do passado e das sociedades humanas.

Quais serão então as reacções a este espaço e ao(s) pensamento(s) que aqui têm sido expostos?

Julgo que devem ser as mais variadas, ou pelo menos assim desejo que seja, embora julgo que há um reacção que deve estar a tomar dianteira em relação às demais, a de que este espaço é local de teorização e discussão de carácter filosófica e semântica acerca da e do estudo que é a Arqueologia (e afirmo a generalização deste modo de reagir por conversar tidas por mim com os membros deste espaço e com colegas que me abordaram ao saberem da minha colaboração), no entanto devo referir que esta é quanto a mim uma forma redutora de encarar este espaço e os seus conteúdos até à data, e é sobretudo um modo redutor de conceber todo o conhecimento, pois tal como já escrevi num texto anterior, julgo não fazer sentido nos dias de hoje a dicotomia teoria-pratica, pois ambas são inexistentes se não em relação intima com a outra.

O comprometimento é então, ou deveria ser uma falsa questão, não deveriam existir “entraves” ao livre expor de pensamentos e conteúdos neste espaço, julgo que os meus colegas entendem isso [ou espero que o entendam] e que a discussão irá estar sempre presente e será uma constante (em crescente) deste blogue.... Pelo que afirmo com convicção: este espaço esta bem vivo (se bem que por momentos retraindo pelo frio!)

Afinal de contas esta na hora de se dar um pontapé no marasmo, e nós como a geração futura temos o dever de ser os principais impulsionadores do movimento de quebra dos dogmas (arqueológicos e sociais) actualmente instituídos...

Mauro Correia

10/13 de Dezembro de 2007

Sábado, 8 de Dezembro de 2007

A origem da Mudança...

A um nível mais elementar, a expressão ter necessidade de exprime uma situação de tensão ou um sentimento de falta resultante de um desiquilíbrio.
A Necessidade é geralmente apresentada como o motor de toda a actividade económica. Seja qual for o tipo de necessidade, determinada, condicionada ou, mesmo, orientada por uma série de factores de ordem social, ou económica, esta é sempre um produto social.

As necessidades nem por isso são dados que se possam inventariar objectivamente, sendo muitas vezes sentidas por motivos subjectivos afastados do seu objecto.

Os fenómenos de consumo ostentativo, a título de exemplo, mostram que as necessidades remetem para outras coisas que não simplesmente os objectos materiais que são os seus suportes (A Vontade). Satisfazer uma necessidade é muitas vezes comprar um sinal de pertença a uma categoria social (Baudrillard 1972).

No que concerne a Vontade, também apelidada de querer, esta designa um dinamismo próprio do espírito humano, dirigido para a realização plena da sua natureza, e que forma, juntamente com o conhecimento superior, os dois modos fundamentais de actividade espiritual .

A experiência pessoal e sobretudo a investigação laborial levam-nos à persuasão de que, na actividade chamada voluntária, entram elementos e factores orgânicos, elementos psicológicos e sociológicos.

Do ponto de vista sociológico, a vontade é apenas uma obediência passiva. Só uma pequena élite consegue criar representações novas, sínteses originais de conceitos e imperativos colectivos, dando-se então a obediência do indivíduo a si mesmo, uma vez que criou os princípios da sua conduta. Deste modo, a actividade volutária supõe ordem e disciplina. Donde se segue que o espírito de submissão e o sentido de acção colectiva deverão intervir no cultivo da vontade, como elementos importantes.

Contudo, falar em MUDANÇA implica assinalar o que permanece estável, pois é em função do mesmo que se podem medir as alterações...

As mudanças concretas no sistema dos significados culturais estão ligadas, por um lado, quer devido a fenómenos naturais (a necessidade), quer devido aos efeitos do próprio agir sob determinadas condições (a vontade); por outro lado, o facto de a acumulação cultural da experiência colectiva, ou seja, a memória colectiva e a reflexão sobre esta, na medida em que permitem aprender a partir da expriência, através do reconhecimento dos erros e da sua correcção, são, por si mesmas, um factor de transformação.

Assim, as mudanças das formas naturais nascem não só da exigência da adaptação das mediações simbólicas a novas condições exteriores, mas podem ser resultado de uma criatividade que, emergindo, no interior da cultura, produz, por si só, efeitos de mudança...

Deste modo se evidencia a interdependência entre ambos os conceitos, isto é, o facto de nenhuma destas duas dimensões poder ser considerada como determinante da outra, mas antes, na circularidade das suas relações recíprocas, cada uma poder ser considerada, ao mesmo tempo como causa e efeito da outra.

Contudo, no âmbito do exemplo trazido à luz da discussão pelo Gustavo, gostaria de mencionar alguns aspectos, creio que no caso de um amuralhamento a necessidade será a causa e o efeito a vontade, isto é, o esforço dispendido por um comunidade na construção de uma muralha não confere um item de simbolismo paisagístico mas de necessidade, visto que o simbólico surge como fundamentação da acção construtiva, cujo motivo poderá ser defensivo ou outro... Por fim, "cada sitio é um sitio" mas as pessoas são humanas e como tal as necessidades e as vontades são semelhantes, pelo que podem ser aprioradas a qualquer momento... Dig local, think global (Orser)

Segunda-feira, 3 de Dezembro de 2007

Acerca de Mudança...

Necessidade e Vontade... o que surgiu primeiro? Ou melhor, a qual dos dois se deve a Mudança referida no artigo anterior?

Pessoalmente não consigo olhar os dois conceitos e tentar descobrir o responsável por isso, pois no meu ponto de vista ambas se completam.
A Necessidade parte tanto do exterior como do interior do indivíduo. São colocados problemáticas pelo meio em que se insere acabando este por decidir se faz algo para as ultrapassar ou não. É aí que entra a Vontade. Se não existir Vontade para criar algo em relação à Necessidade, então nada feito.

Mas entrando agora por outros campos que creio irem mais de acordo com o que o Arks pretende...

Tomando como exemplo uma Muralha, e a Necessidade o facto de ter sido construída para defesa e Vontade o facto de ter sido feita com propósitos rituais. Nesse caso qual surgiu primeiro? É impossível saber, pois depende do local a ser estudado, da civilização e do meio em que se insere, para além do facto da mesma Muralha poder ter sido construída para ambos os propósitos, pois nem tudo na vida deve ser visto a preto e branco (eu pessoalmente gosto de ir sempre pelos cinzas).

Se não existir uma prova concreta palpável do papel da Muralha, então entrar-se-à sempre no campo das suposições e das teorias.

O propósito defensivo de uma muralha pode coexistir com cerimónias feitas na mesma, onde a estrutura é utilizada para ambos os fins.

Na minha sincera opinião, não interessa o que surgiu primeiro, se a Necessidade se a Vontade, visto que filosofar sobre conceitos nunca foi o meu forte. É impossível conter dois conceitos tão vastos num campo igualmente vasto que é o da Arqueologia.

Cada caso é um caso.

Sábado, 1 de Dezembro de 2007

Arqueologia da mudança...


O que está na génese da Mudança de todas as sociedades que estudamos?

O que é que as levou a mudarem os seus comportamentos? A necessidade ou a vontade???