Primeiramente, queiram desculpar-me por este desabafo pronunciado acerco dos recentes conteúdos temáticos promovidos pelo "archport" acerca das remunerações no seio da Arqueologia dita "Comercial/Empresarial".
Contudo, choca-me que existam arqueólogos tipicamente "portugueses" que teimam em afirmar barbaridades do tipo:
« Sinceramente, ainda não percebi se esta frase é ingénua ou irónica - é que a última vez que eu me apercebi ainda viviamos em Portugal, um país que ainda está na Europa apenas por motivos de geografia e que atrás dele só tem a Turquia ou a Albânia..... quem raio é que, nesta crise geral, irá pagar 2000 euros a um arqueólogo para que ele faça arqueologia? Que raio de retorno produtivo gerará ele? Não se esqueçam: a arqueologia é um luxo das sociedades ricas - e nós não somos uma sociedade rica (somos, quanto muito, uma sociedade com alguns ricos).» (Alexandre Monteiro)
Já deveriamos ter aprendido com este tipo de enunciados que nem todos os países pertencentes à Comunidade são "sociedades ricas", muito menos países que se encontram em um progressiva metamorfose, como o André nos chegou a expor...
Daí que gostaria de vincar a todos os leitores e colaboradores deste blogue que as realidades arqueológicas só são dispares porque nós massa produtiva o queremos...
Falarmos em remunerações implica, em meu entender, falarmos em consciência de classe... Isto é, o tipo de consciência arqueólogica que une toda uma comunidade e que a movimenta a lutar pelas causas... O tipo de consciência que impediu a construção da barragem do Côa... o tipo de consciência que deu voz aos avençados do extinto IPA... O tipo de consciencia que se manifestou aquando a fusão dos Institutos...
Paralelamente, de que adianta o tabulamento das remunerações de um Arqueólogo ou de um Assistente de Arqueologia, se na prática haverá sempre um "fura-greves", alguém que irá pular a cerca?!
Em meu entender, terá de existir a dita "consciência" para se colocar em prática tudo o que se debita em papel...
Contudo, choca-me que existam arqueólogos tipicamente "portugueses" que teimam em afirmar barbaridades do tipo:
« Sinceramente, ainda não percebi se esta frase é ingénua ou irónica - é que a última vez que eu me apercebi ainda viviamos em Portugal, um país que ainda está na Europa apenas por motivos de geografia e que atrás dele só tem a Turquia ou a Albânia..... quem raio é que, nesta crise geral, irá pagar 2000 euros a um arqueólogo para que ele faça arqueologia? Que raio de retorno produtivo gerará ele? Não se esqueçam: a arqueologia é um luxo das sociedades ricas - e nós não somos uma sociedade rica (somos, quanto muito, uma sociedade com alguns ricos).» (Alexandre Monteiro)
Já deveriamos ter aprendido com este tipo de enunciados que nem todos os países pertencentes à Comunidade são "sociedades ricas", muito menos países que se encontram em um progressiva metamorfose, como o André nos chegou a expor...
Daí que gostaria de vincar a todos os leitores e colaboradores deste blogue que as realidades arqueológicas só são dispares porque nós massa produtiva o queremos...
Falarmos em remunerações implica, em meu entender, falarmos em consciência de classe... Isto é, o tipo de consciência arqueólogica que une toda uma comunidade e que a movimenta a lutar pelas causas... O tipo de consciência que impediu a construção da barragem do Côa... o tipo de consciência que deu voz aos avençados do extinto IPA... O tipo de consciencia que se manifestou aquando a fusão dos Institutos...
Paralelamente, de que adianta o tabulamento das remunerações de um Arqueólogo ou de um Assistente de Arqueologia, se na prática haverá sempre um "fura-greves", alguém que irá pular a cerca?!
Em meu entender, terá de existir a dita "consciência" para se colocar em prática tudo o que se debita em papel...
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